Município de Aljezur

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  • 09 outubro arrow 04 dezembro 2021
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    Oficinas de experimentação e criação: Do preto ao branco

    Público alvo: Crianças a partir dos 4 anos Sessões: 9 de Outubro 30 de outubro 6 de Novembro 20 de Novembro 4 de Dezembro   Horário: a partir das 10h:30m   Local: Espaço +   Inscrições necessárias (limitadas as 10 participantes) para: tertulia.associacao@gmail.com
  • 25 novembro 2021 arrow 09 janeiro 2022
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    Exposição de Pintura "Viagem ao imaginário de um pintor"

    DORINDO CARVALHO: VIAGEM AO IMAGINÁRIO DE UM PINTORJosé Fernando Tavares Mais do que a retrospectiva de uma obra consagrada pelo tempo e pelo mérito do seu criador, a presente exposição procura alcançar uma amplitude e uma profundidade um pouco diferente daquelas que o artista tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos. Os quarenta e cinco quadros aqui expostos possuem um sentido que vai para lá da mera ordem cronológica. Se a marca do tempo existe e se é anunciada pelo traço, pela forma ou pela cor, essa marca temporal encontra-se imbuída no espírito de cada criação, seja na sua individualidade formal seja na sua fase compósita ou período estético do qual possa fazer parte. A obra pictórica de Dorindo Carvalho, e tal como o pintor no-lo revela nas suas ulteriores exposições, é o resultado do que podemos denominar de «período estético», não obstante esse período não se fixar, de forma definitiva, numa determinada época do seu percurso criador, dadas as alternâncias e as intermitências que a sua inquietação interior tem vindo a testemunhar através a pintura enquanto manifestação ou revelação do espírito.Trata-se, na verdade, de um longo período estético que anuncia ao observador essas intermitências, ou «fases» (no sentido da periodização crítica), pois todas essas fases formam uma cosmologia que ultrapassa o domínio do formal. A apropriação da forma, assegurada pela sua impositiva permanência, pela sua insinuante repetição ou emergência, fazem da obra uma entidade com uma vida e um percurso próprios. O artefacto estético afirma-se quando o objecto criado ultrapassa o seu nível experimental e se afirma por si mesmo, quando se torna evidência e revelação. E isso acontece até mesmo quando grita o seu próprio inacabamento. É na sua suposta incompletude, na sua quase dissolução, que a obra, de resto, afirma a sua originalidade, contribuindo para essa dimensão cosmológica que se observa no resultado da composição.Esta nobre exaltação da verdade criadora é visível em qualquer exposição de Dorindo: os quadros aqui expostos são a confirmação dessa verdade que assiste a toda a grande arte. Encontra o observador um sentido do humano que está para lá da ordem estética, dada a sua evidência na hábil conjugação entre o figurativo e o abstracto, anunciando-nos que o universo humano é essencialmente abstracto, na sua feição simultaneamente polimórfica e geométrica, e que é no seio da abstracção que a dimensão do humano se afirma, anunciando a sua verdade intemporal.É por este motivo que a abstracção pictórica constitui uma metarepresentação da realidade: em toda a composição que se afigura visível dentro dos limites de uma tela se evidencia uma réplica do mundo, sobretudo desse mundo interior que é complementar (porque de igual dimensão) da realidade propriamente dita, tal como os nossos sentidos no-lo dão a conhecer numa perspectiva imanente e sensitiva. A arte pictórica (pois é a esta que nos referimos) ultrapassa essa imanência, tal como a pintura de Dorindo nos tem vindo a demonstrar ao longo dos últimos vinte e cinco anos (período que marca o início das nossas reflexões avulsas em torno do seu trabalho criador), se exceptuarmos um período específico da nossa formação, aquele em que contemplávamos com incauto e despreocupado enlevo o seu trabalho gráfico através das capas dos livros cuja leitura nos marcou para sempre e que constitui uma vertente fundamental da sua carreira. Nessa época (situada entre os finais de 60 e durante toda a década de 1970) impunha-se a linguagem figurativa, embora nesse figurado já se anunciasse uma estilização (se nos é apropriado considerar) que já deixava entrever uma dimensão cosmológica do humano, o vislumbre de uma força inaudita que se ocultava, por assim dizer, por detrás das figuras que representavam alguma da miséria da condição humana, sem dúvida um reflexo das histórias a que estavam simbolicamente associadas. A representação do auto-retrato do pintor é um poderoso reflexo dessa dimensão cosmológica e, porque não dizê-lo, metafísica. A sua suposta «nudez» anuncia-nos o seu despojamento face à brutal imanência da realidade. O barquinho de papel invertido que ostenta e a maçã que projecta na tela, representam o eterno jogo entre a inocência e o pecado, dele resultando o equilíbrio precário, embora indispensável, que sustenta a vida na sua componente simultaneamente sonhadora e esperançosa.Neste percurso criador, essa dimensão cosmológica tornou-se o centro da sua arte: a presença do homem impõe-se, não apenas pelo vigor da forma mas também pela poderosa circunstância dessa outra expressão formal complementar, pela sua envolvência geométrica ou poligonal, pela impositiva emergência da abstracção e dos seus múltiplos sentidos, dos quais derivam a sua perspectiva a um tempo libertadora e libertária, qualidades que permitem ao espectador deparar-se com o seu próprio espanto, após uma deslumbrante viagem pelo tempo e pelo imaginário de um pintor incontornável que ficará para a história da arte contemporânea com o nome de Dorindo Carvalho.
  • 26 novembro arrow 28 novembro 2021
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    Festival da Batata-doce de Aljezur

    Festival da Batata-doce de Aljezur    . Consulte toda a programação do Festival, aqui: https://festival-batatadoce.cm-aljezur.pt/
  • 18 dezembro 2021
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    Apresentação do Livro "Diário de um 40TÃO em Quarenta" de José António Martins

    Sinopse «Diário de um 40tão em Quarentena» João era assistente operacional de jardinagem num dos jardins do Palácio dos Condes de Oeiras. Originário da zona norte do país, veio para Lisboa onde vivia há mais de vinte anos. Solteiro, tinha como único membro do seu “agregado familiar” um gato oferecido pela sua namorada. Habituado a sair de casa bem cedo e a regressar no final da tarde, no último dia de uma semana de trabalho foi testado positivo ao Covid-19. Assintomático, foi colocado em quarentena sanitária na sua casa, pois desfrutava de condições para tal. Conhecer a vida diária, as problemáticas inerentes a um confinamento obrigatório de um homem com mais de 40 anos de idade que vivia o seu quotidiano da forma singular como um homem sozinho vive e que, a partir de um certo momento e durante duas semanas, para além de tentar gerir o seu dia-a-dia, passaria a receber diariamente uma chamada telefónica do delegado de saúde da sua área de residência com vista a tomar conhecimento da evolução do seu estado de saúde, constituirão as linhas gerais de um percurso vivencial, em que as mudanças que este homem pretendia realizar para a sua vida futura, ficariam comprometidas com o resultado que veio a tomar conhecimento após o fim da sua quarentena sanitária.
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