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Aviso à população - Aumento da severidade meteorológica

01/08/2018

Aviso à população - Aumento da severidade meteorológica

AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO CIVIL | N.º AP/27/DCS/2018 | DATA 2018-07-31 | HORA 17:30

 

AVISO À POPULAÇÃO

AUMENTO DA SEVERIDADE METEOROLÓGICA

RISCOS AGRAVADOS DE INCÊNDIOS RURAIS E PROBLEMAS DE SAÚDE PÚBLICA

 

 

1. SITUAÇÃO
A mudança da situação meteorológica a partir de dia 1 de agosto, com o estabelecimento de um anticiclone sobre a Península Ibérica e o surgimento de um fluxo do quadrante leste, irá originar aumento significativo da temperatura e a descida da humidade relativa em Portugal continental.

Para 2 e 3 de agosto preveem-se temperaturas máximas de 35ºC na generalidade do território, com valores superiores a 40ºC no Alentejo, Vale do Tejo e Beira Baixa, podendo mesmo registarse temperaturas de 45ºC nalguns locais.

As temperaturas mínimas acompanham esta subida, prevendo-se “noites tropicais” com temperaturas acima dos 20ºC, podendo mesmo ser superiores a 25ºC nalguns locais, em particular na noite de 2 para 3 de agosto.
Os valores da humidade relativa manter-se-ão sempre muito baixos durante o dia, evidenciando muito fraca recuperação a partir da noite de 1 para 2 de agosto. 
Estão reunidas condições para a ocorrência de situações de instabilidade atmosférica, sendo estas mais prováveis a partir da tarde de 2 de agosto.

Esta situação meteorológica, de tempo muito quente e seco, deverá persistir pelo menos até dia 5 de agosto.

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Estas condições configuram a ocorrência de índices de risco de incêndio muito elevados na região do Algarve e no interior Norte e Centro e elevados/muito elevados no baixo Alentejo, com agravamento previsto nas próximas 48 horas para o sotavento algarvio, esperando-se o aumento gradual do número de concelhos com risco máximo.

No domingo (5 agosto) prevê-se que ocorra o agravamento destes índices no interior Norte e Centro, com um número mais elevado de concelhos a apresentarem risco muito elevado (em especial a região de Trás-os-Montes, podendo existir concelhos em que seja atingido o risco máximo).

Em função da previsão da evolução das condições meteorológicas esperam-se condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais.

Além disso, a exposição ao calor intenso pode produzir efeitos negativos na saúde, sendo as crianças, os doentes crónicos e as pessoas idosas particularmente vulneráveis.

3. MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANPC recorda que, de acordo com as disposições legais em vigor, não é permitido:
  . Realizar queimadas, fogueiras para recreio ou lazer, ou para confeção de alimentos;
  . Utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos;
  . Queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração;
  . Lançar balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes;
  . Fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem;
  . Fumigar ou desinfestar apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
  . ANPC recorda ainda alguns cuidados a ter face às condições meteorológicas previstas, nomeadamente quanto à realização de trabalhos agrícolas e florestais:
  . Manter as máquinas e equipamentos limpos de óleos e poeiras;
  . Abastecer as máquinas a frio e em local com pouca vegetação;
  . Ter cuidado com as faíscas durante o seu manuseamento, evitando a sua utilização nos períodos de maior calor.
A ANPC recomenda também a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente a adoção das medidas de prevenção e precaução adequadas, observando-se as proibições em vigor e tomando-se especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, que se encontra disponível junto dos sítios da internet da ANPC e do IPMA, junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros.
Para se proteger dos efeitos negativos do calor intenso na saúde mantenha-se informado, hidratado e fresco, pelo que a DGS recomenda:
  . Procurar ambientes frescos (preferencialmente climatizados);
  . Evitar que o calor entre dentro das habitações; correr as persianas, ou portadas e mantenha o ar circulante dentro de casa; refrescar a habitação e evite ligar fornos.
  . Beber água ou sumos de fruta natural sem açúcar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  . Evitar a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas.
  . Utilizar roupa solta (algodão), que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol;
  . Utilizar protetor solar com fator > 30 e renovar a sua aplicação de 2 em 2 horas;
  . Escolher as horas de menor calor para viajar de carro.
  . Não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol, nem deixe os animais domésticos no carro;
  . Evitar atividades que exijam grandes esforços físicos;
  . Dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como:
     - Crianças;
     - Idosos;
     - Doentes crónicos;
     - Grávidas;
     - Pessoas com mobilidade reduzida;
     - Trabalhadores com atividade no exterior;
     - Pessoas isoladas;
  . Utilizar roupa solta (algodão), que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol;
  . Utilizar protetor solar com fator > 30 e renovar a sua aplicação de 2 em 2 horas;
  . Escolher as horas de menor calor para viajar de carro.
  . Não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol, nem deixe os animais domésticos no carro;
  . Evitar atividades que exijam grandes esforços físicos;
  . Dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como:
     - Crianças;
     - Idosos;
     - Doentes crónicos;
     - Grávidas;
     - Pessoas com mobilidade reduzida;
     - Trabalhadores com atividade no exterior;
     - Pessoas isoladas;
  . Ofereça água aos recém-nascidos, crianças, pessoas idosas e pessoas doentes porque podem não manifestar sede;
  . Os doentes crónicos ou sujeitos a medicação e/ou dietas específicas devem seguir as recomendações do médico assistente;
  . As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar, devendo evitar-se a exposição direta de crianças com menos de três anos (usar roupa e protetor solar >50).

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