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O Rosto da Alma

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PREFÁCIO
 
Será que o Algarve e Aljezur em particular têm uma tradição poética, que lhes vem do tempo em que os vates mouriscos, saudosos das suas longíquas terras africanas, cantavam o céu e o mar azuis, a generosa produção das suas hortas e pomares, a luminosidade do sol, a amenidade do clima, as noites cálidas, enruladas, e conviviam, docemente, com as lendárias mouras encantadas?
Certo é que, na nossa terra, a poesia brota, abundante, tal como as flores nascem, hoje aqui, amanhã acolá, ora duma cor, ora doutra, mas deliciando sempre os nossos sentidos. E nós, aljezurenses, temos o dever de nos congratular com isso e agradecer ao olímpico Apolo a generosa inspiraçãocom que aspergiu  as terras e gentes vizinhas do sacro promotório!
O autor da presente obra, nosso prezado conterrâneo, nasceu e viveu em ALjezur até cerca dos vinte anos de idade. Aqui completou a instrução primária, sonhou, brincou, trabalhou, sofreu certamente as inquietações e incertezas próprias da juventude e jogou futebol com a mesma paixão com que hoje se dedica à poesia. Depois, rumou a Lisboa para cumprir o serviço militar na Marinha, e, posteriormente, para seguir uma carreira na função pública civil. Esta separação do torrão natal não fez, no entanto, esfriar os laços afectivos que o prendiam à terra que o viu nascer.
Naturalmente, que o contrário é que será verdadeiro. basta atentarmos no saudoso carinho e afeiçao com que ao longo do livro são tratados os temas respeitantes a Aljezur. Efectivamente, percebe-se que foi a terra do seu passado, é a terra do seu presente e será, seguramente, a terra do seu futuro.
Estamos, de facto, na presença de um genuíno poeta aljezurense, autodidacta, naturalmente humanista e lírico, que se expõe com transparente sinceridade, mostrando-nos «o rosto da (sua) alma», onde se reflectem as suas preocupações, os seus desejos, os sentimentos de consideração e solidariedade para com os deserdados da fortuna, a condenação de alguns males e vícios sociais, o frequente pessimismo e desalento com as amargas realidades da vida, a saudade dos tempos da meninice e da terra onde nasceu, o carinho demonstrado por alguns entes ou a invocação de valores como a liberdade, a justiça e a família.
A lê-lo, não raro nos surpreendemos a partilhar do seu sentir, a apoiar as suas teses, a reconhecer o espaço físico descrito ou emocionados pelo conteúdo e simplicidade dos seus versos, construídos com subjectividade, mas onde, a cada passo, nos revemos.
Estou certo de que a partir de agora, todos os leitores amantes da poesia disporão de mais uma boa oportunidade para deleitar-se e valorizar a sua biblioteca.
Por fim, gostaria de deixar aqui uma nota de optimismo poético recordando que o autor admite que um poema poderá ser nada, infinito ou dor enclausurada; mas tem a certeza de que poesia é: «riso aberto no rosto duma criança».

Fevereiro de 1997
 
Manuel Maria Lucas


FICHA TÉCNICA:
Edição: Câmara Municipal de Aljezur
 
Autor: Arselino Marreiros Correia
 
Capa: Desenho do pintor aljezurense José Cercas
 
Ano: 1997
 
Tiragem: 1000 exemplares
 
Composição e impressão: Gráfica St.º António

Dep. Legal: 110 604/97

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